quinta-feira, 17 de março de 2011

Mil gritos

Chão que se fende
na minha frente,
corpo que se rasga
com um grito sólido
que devasta!

Dessa garganta
mil berros prendem
meu testemunho,
que não se quer
nem se levanta!


Sacudiu-me abruptamente
e eu resisti
na minha cobardia
silenciosamente encarcerada
para o mundo e por nada!

(dedicado à Fatinha )


1 comentário:

  1. Fico babada cada vez que leio um poema teu. Este, então, deixou-me deveras sensibilizada.
    Parabéns e obrigada por existires com tua beleza!

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