quinta-feira, 17 de março de 2011

Mil gritos

Chão que se fende
na minha frente,
corpo que se rasga
com um grito sólido
que devasta!

Dessa garganta
mil berros prendem
meu testemunho,
que não se quer
nem se levanta!


Sacudiu-me abruptamente
e eu resisti
na minha cobardia
silenciosamente encarcerada
para o mundo e por nada!

(dedicado à Fatinha )


segunda-feira, 14 de março de 2011

Prazer de Viver!


Viver…viver, viver


Até mais não!


Ser a vida, viver


O mundo


Sem a lida, só o prazer!



Esquecer o vão,


Viver sem pedir perdão!


Chama o sentimento.


Fora a razão!


Que a vida é só uma


E não pensa a paixão!



Compensa-te só a ti!


Os outros nada são!


Qual egoísmo!?


Liberta a tua mão


Vive para ti até à exaustão!



Repisou-te o mundo,


Pesou-te a atmosfera nos ombros?


Foge de tudo! Abre mão,


O que resta não interessa!


És só tu solitário,


Homem do mundo!


És tu ser imaginário,


Cidadão, vagabundo!



Quais amarras,


Laços fraternos!?


Bastas tu no centro!


Fora o medo, a compaixão!


Não lutes em vão!


Vive, vive até mais não!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Somente o sonho é razão!



Somente o sonho é razão!

Aos sonhadores que lutam,

aos que amam e não esperam,

para os que querem e não temem,

para os que correr é libertarem-se

mesmo que o futuro seja vão!


Suspiros que não querem,

que prometem a espera,

que iludem e cegam-se a si mesmos,

quando tão cedo já sabem a realidade:

Que o futuro é tão simples

quanto a palavra da verdade!


Mover lábios em trejeitos,

em promessas soltas e doces beijos...

Veludos tão sinceros que mentem!

É a ilusão, o suspiro da ficção!

E o fim que temem todos,

sem ânimo novo nem consolo,

é do olhar meigo, do sorriso tolo.


Desejar o sabor do incerto...

Tão quente o perigo! O futuro está perto.

Não esperem a paz no deserto,

mas nas montanhas altas que veneram...

No baixo da estatura ergue-te!

Observa o que te espera...

O cume é o ponto certo!